
Clara Abdo - 5º sem



Quem nunca, em um dia qualquer, ao escutá-los, chorou de satisfação, raiva, emoção, desilusão ou apenas soluçou por ter o privilégio de deixar deslizar por seus ouvidos, a voz ingênua, não menos serena e totalmente plena do Marcelo Camelo. Ou quem sabe não acompanhou, num bemol ou sustenido maior, a euforia ousada e infindável da voz irreverente do Rodrigo Amarante. Tudo isso acompanhado, de forma extrema, pela batida de Barba e a elegância de Bruno Medina.
Pode acreditar, mas eu já “dancei errado” só em escutar maliciosamente “Retrato pra Iaiá”. Já me espelhei na “Morena”, já fiz versos por conta da “Casa Pré-Fábrica”. Lagrimei por falta de um sorriso com “A flor”, me fiz terna com “Sentimental”. E a “Primavera”? Entra em todo coração que canta junto com o batimento de qualquer melodia dos nossos Hermanos.
“Deixa ser, como será?”, assim, muitos se perguntaram quando a banda se desfez por um tempo indeterminado. E continua assim...
Talvez um “Outro Alguém” tente fazer o que os nossos Hermanos fizeram: história com sua própria forma de expressão. Eles realmente são de todo tamanho, uma grande inspiração.
Alline Meira - 4º sem
O tal, carnaval
Lá se foi nosso carnaval
Mais um, único
Alguns dias de coisas e tal
Mais um, de muitos, outros, carnaval
Na primeira via, euforia
Uma contagiante alegria com cantigas de amor
Gente dançando, sentidos, outros estados
Não cessava com o raiar do dia
Fevereiro, Vixe Mainha!
Agora com Beijo de Chiclete
Mil beijos, na avenida tardia
De lá se vem um, vai outro, adivinha
E quem encontrou Dalila?
Alguém despejou a curiosidade
Ela está com Brown, Sangalo
Está com o povo que ouvia, cantava, sorria
Lá de cima, um manto de gente que corria
De frete, de lado, de costas, Ave Maria
Sem sentido determinado, com Asa, corria
Apenas seguia o que se queria
Na rua todo mundo se via
Sacudia, leva, Eva
Tudo que almejava, abraços
E na tristeza não, não mais viveria
E o fim? Não existia...
Uniformizados até os próximos dias
É carnaval da Bahia, do povo
Quem me dera viver sem fim, para sentir todos os tantos outros...
