sexta-feira, 8 de maio de 2009

terça-feira, 5 de maio de 2009

DIÁRIO DO SUL: Puro Sensacionalismo


Ao ler a edição de hoje do Diário do Sul, eu senti vergonha de ter um jornal desses representando o jornalismo em Itabuna. Foram publicadas, com direito a rosto, sangue e carro acabado, fotos do acidente que aconteceu com os cinco jovens na rodovia Ilhéus-Itacaré.
Tudo bem que o público adora ver imagens e saber como as coisas aconteceram, mas a forma como essas fotos foram publicadas, foi puro sensacionalismo. Uma atitude ridícula vindo de um jornal que já está ativo há tanto tempo. Sensacionalismo não se encaixa no bom jornalismo, e quem trabalha com isso sabe!
Além de uma publicação esdrúxula, a matéria e as fotos usadas ferem a ética. E caso o responsável pela publicação não saiba, o jornalismo TEM um código de ética, que inclusive pode ser encontrado na Internet. Mas pelo jeito não foi só com a ética que o Jornal deixou de trabalhar, ele também esqueceu em casa a falta de respeito com todas as famílias que estão sofrendo com a morte dos entes queridos.
Pergunto-me, como estudante de jornalismo, qual a necessidade de fotos escrotas, e que me perdoem o uso da palavra, mas eu as defino exatamente desta forma. Isso tudo foi para vender mais que a concorrência? Foi para ter mais publicidade na próxima edição? Tudo isso foi pelo dinheiro? Será que realmente vale à pena ultrapassar todos os princípios básicos de uma boa educação e de uma boa ética, por causa de capital?
Nós temos caminhos a seguir e cabe a nós mesmos, decidirmos se vamos seguir o lado que nos traz o dinheiro, ou o lado que nos traz a consciência limpa. Agora peço que o responsável pela publicação se coloque no lugar dessas famílias e me responda: você gostaria de ver a foto do seu filho morto publicado em algum jornal?


Clara Abdo - 5º sem




quinta-feira, 30 de abril de 2009

AVISO

Em virtude do período de chuva, o Varal Fotográfico que seria realizado no dia 1º de maio será adiado. A exposição acontecerá no dia 29 de maio, e as inscrições serão prorrogadas até o dia 20 de maio. Em breve, será divulgado o novo local do evento. Esperamos a compreensão e a participação de todos.



Direção do Oxente Fotoclube



Mais informações, em breve, no

segunda-feira, 27 de abril de 2009



Será realizado em Itabuna o 1º Varal Fotográfico. O objetivo desse evento é aproximar e atrair cada vez mais as pessoas interessadas pela arte da fotografia, mostrando o que pode ser feito com uma câmera na mão e muita criatividade.
A exposição é aberta para fotógrafos profissionais, não profissionais e toda a comunidade. A sua participação é fundamental para incentivar outras realizações culturais em nossa cidade. Compareça!

Dia 01 de maio | Horário 10h às 17h | Local Praça Otávio Mangabeira

Saiba mais www.vitrolavirtual.com.br/varalfotografico



terça-feira, 14 de abril de 2009

quinta-feira, 5 de março de 2009

AOS MEUS "HERMANOS"


Uma manhã clara de começo de semana. Eu como outros estagiários, fone no ouvido, caneta na mão e o pensamento além, percorrendo aquele vão. O que escuto é lúdico. Confesso que principiei o gosto pela banda a pouco mais de um ano (muito mais, quase dois na verdade), mas já me sinto íntima a tal ponto de falar deles. Nada menos que nossos hermanos, Los Hermanos.
Não me qualifico como fã, sou apenas uma eterna admiradora dos acordes livres, eufóricos, doces, sinceros e poéticos da banda que fez (e faz) história no cenário musical brasileiro. Garanto que eles são muito mais que “Ana Júlia”. E coloquem muito nisso!
Quem nunca, em um dia qualquer, ao escutá-los, chorou de satisfação, raiva, emoção, desilusão ou apenas soluçou por ter o privilégio de deixar deslizar por seus ouvidos, a voz ingênua, não menos serena e totalmente plena do Marcelo Camelo. Ou quem sabe não acompanhou, num bemol ou sustenido maior, a euforia ousada e infindável da voz irreverente do Rodrigo Amarante. Tudo isso acompanhado, de forma extrema, pela batida de Barba e a elegância de Bruno Medina.
Pode acreditar, mas eu já “dancei errado” só em escutar maliciosamente “Retrato pra Iaiá”. Já me espelhei na “Morena”, já fiz versos por conta da “Casa Pré-Fábrica”. Lagrimei por falta de um sorriso com “A flor”, me fiz terna com “Sentimental”. E a “Primavera”? Entra em todo coração que canta junto com o batimento de qualquer melodia dos nossos Hermanos.
“Veja bem, meu bem”, o que você lê não é um fardo de palavras que puxam saco.
É um monte de palavras sinceras de reconhecimento do que é bom, em um grande acervo de música nacional.
Melancolicamente, quem nunca imaginou se “danar por essa estrada mundo a fora, ir embora” só em escutar, ou quem sabe imaginar, “Adeus você”. Cada estrofe intelecto demonstra em demasia emoções transbordantes vividas por qualquer mortal.
“Deixa ser, como será?”, assim, muitos se perguntaram quando a banda se desfez por um tempo indeterminado. E continua assim...
Eu os classifico de imediato como uma decodificação de sentimentos. É uma aventura exorbitante de contentamento. É um momento em que aquele período é apenas seu (quem escuta) e de seu cálice. Com interpretações únicas. “À palo seco” e “Esquados” se encaixam nessa parte.
Talvez um “Outro Alguém” tente fazer o que os nossos Hermanos fizeram: história com sua própria forma de expressão. Eles realmente são de todo tamanho, uma grande inspiração.
Sabe o que me deixa mais feliz (além de pegar meu MP4 e escutar toda a discografia a banda)? Saber que “Aline” faz parte dessa linda narrativa dos meus Hermanos.
“Eu por final”, sem notas, desejo toda a sorte aos nossos Hermanos, cada um com seu projeto independente, porém não menos pertinente. SMACH!


Alline Meira - 4º sem


terça-feira, 3 de março de 2009

EM VERSOS COM: Alline Meira


O tal, carnaval


Lá se foi nosso carnaval

Mais um, único

Alguns dias de coisas e tal

Mais um, de muitos, outros, carnaval


Na primeira via, euforia

Uma contagiante alegria com cantigas de amor

Gente dançando, sentidos, outros estados

Não cessava com o raiar do dia


Fevereiro, Vixe Mainha!

Agora com Beijo de Chiclete

Mil beijos, na avenida tardia

De lá se vem um, vai outro, adivinha


E quem encontrou Dalila?

Alguém despejou a curiosidade

Ela está com Brown, Sangalo

Está com o povo que ouvia, cantava, sorria


Lá de cima, um manto de gente que corria

De frete, de lado, de costas, Ave Maria

Sem sentido determinado, com Asa, corria

Apenas seguia o que se queria


Na rua todo mundo se via

Sacudia, leva, Eva

Tudo que almejava, abraços

E na tristeza não, não mais viveria


E o fim? Não existia...

Uniformizados até os próximos dias

É carnaval da Bahia, do povo

Quem me dera viver sem fim, para sentir todos os tantos outros...